Por Fernando Cibelli de Castro
Gilles Lipovetsky, filósofo francês, contesta os pós-modernos: "vivemos tempos hipermodernos", diz ele. Como pode funcionar um concurso para docente do ensino superior. Edital publicado, com as regras do jogo: “prova didática classificatória, prova escrita classificatória e entrevista eliminatória. Nomes dos homologados publicados em site, assim como os pontos da prova didática. Lá estava eu. Exame mais detalhado sobre a concorrência via internet e já sei que ela é contratada temporária da instituição licitante. Viajo 600 quilômetros após intensa preparação. Passo pelas provas escrita e didática. Finalmente a entrevista. Mais uma descoberta in loco: a banca externa, de professores de fora da instituição licitante, um quesito formal e exigido pelo estatuto da Capes, era internamente ligada à concorrência. Os caras vieram da instituição em que ela, a vencedora do concurso, colou grau em graduação e mestrado. Chamaram o Renato Gaúcho para apitar o Grenal. E o Grêmio venceu na entrevista. Antes da entrevista chegou um integrante da instituição, o responsável pela pantomima; "desculpem o atraso estava na reunião do Gapa". Nunca vou me esquecer da última pergunta de um membro da banca: um encanador, dublê de "pedagogo". Tu já moraste no interior? ingenuamente respondi. Morei em Florianópolis. É, mas lá é capital. Fui degolado na capital brasileira do peru de natal, onde vivem milhares de aves e suínos que abastecem a agroindústria local.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
A mulher no islamismo lembra o nazismo
Fernando Cibelli de Castro
A iranianana Sakineh Mohammadi Ashtian foi condenada à morte por apedrejamento. Poucos dias atrás, uma outra mulher foi apedrejada no Afeganistão pela milícia talibã. Cheguei a escrever no meu twitter que esses ratos do deserto precisam ser exterminados.
No começo dos anos 80, o escritor, jornalista e professor de literatura Janer Cristaldo já escrevia artigos e emitia opinião de caráter público, em salas de aula, ou em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior, sobre o tema do papel da mulher na sociedade islâmica, de maneira geral.
Contava Janer que em uma partida de futebol em um país que poderia ser o Kuait, a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos, ou coisa parecida, o xeique local, mantinha um time, como todos os seus colegas da região o fazem hoje em dia.
Ocorre que a titular do harém passou a torcer para uma equipe adversária durante uma partida. O déspota então esbravejou: “Eu te renego”, ou coisa parecida. Na insistência da moça em manifestar sua opinião e de contrariá-lo, chegou a proferir a curta frase numa segunda ocasião. Pelas leis do islamismo, se o marido se manifestasse da mesma forma pela terceira vez, diante de testemunhas, estaria amparado legalmente para consolidar o divórcio sem qualquer tipo de indenização para a esposa.
No islamismo as mulheres caminham cinco metros atrás dos homens. Ainda continuamos na humilhação moral e psicológica por meio das quais poderíamos aceitar o dogma antropológico do cada macaco no seu galho, a partir dos estudos interculturais.
Parece pouco, diante das atrocidades que ocorrem todos os dias no mundo islâmico e que principalmente pelo advento da web, ganham o mundo e adquirem repercussão nos meios de comunicação de massa: jornais, rádio e televisão, onde as cenas de brutalidade muitas vezes obtidas por um telefone celular comprovam o barbarismo. Mas quando ouvimos falar da ablação, de mulheres executadas a pedradas, mulheres imoladas por maridos, pais ou irmãos, por crimes de honra e sangue, não existe antropologia que altere ou justifique o estado de selvageria extrema a mover tais sociedades. De quebra absoluta dos paradigmas civilizatórios.
Ah! podem rebater: “no Brasil batem nas mulheres e as matam por ciúme e dor de corno”. Não é a mesma coisa. Aqui ainda que atos semelhantes gerem repulsa a lei tipifica criminalmente qualquer iniciativa dessa natureza. Outra coisa é que a lei vale para os dois gêneros. Tanto um homem como uma mulher são iguais perante a lei de acordo com o comportamento que exibem em sociedade. A interpretação sim pode ocorrer por conta de uma subjetividade indesejável. No islamismo não é assim. As leis transformam a mulher em coisa alguma ou nada mesmo.
Pode bater, matar a pauladas, arrancar o clitóris de uma menina entre três e oito anos. Na sequência do sadismo, arrancar os grandeslábios e costurar a vagina para o marido tirar os pontos na noite de núpcias. A que ponto pode chegar a maldade humana. Que me perdoem. Eu nunca li o corão. Mas se de alguma forma essa cafajestagem toda está lá, queimem esse lixo. "Esse, Fernando é um intolerante, americanista", hão de pensar os incautos, os ingênuos e os crápulas da politicagem e da demagogia perversas. Não é bem assim. Sou 99.9% agnóstico, ou mais. Não dou bola para religião. Sou contra as intolerâncias e respeito as diferenças. Assim, execro da mesma forma os dogmas recorrentes na cristandade como sexo só depois do casamento, ou que só podemos afogar o ganso para procriar.
No mundo livre valem as normas de comportamento advindas da evolução civilizatória. Todos são iguais. A mulher trepa com quem quiser. Quem não gostar de guampa procure uma pessoa que defenda o mesmo paradigma e seja capaz de praticá-la. Caso persistam controvérsias devemos recorrer às leis do bom senso e às arbitragens com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Neste aspecto, o Brasil e outros países católicos que ainda não descriminalizaram o aborto porque os políticos temem perder o votos dos católicos, estão tão atrasados quanto os muçulmanos que apedrejam suas mulheres.
Para uma mulher arriscar a própria pele por uma bimbada, além de selvagens, esses maridos devem formar um bando de incompetentes. Sem falar no forte conteúdo nazista que se esconde atrás desse verdadeiro festival de atrocidades. De subjugação, eliminação daqueles que são considerados inferiores perante alguma lei anacrônica.Me admira o presidente brasileiro e seu chanceler, um homem culto, o Celso Amorim, fazendo papéis de otários e de ingênuos no panorama das relações externas.
A iranianana Sakineh Mohammadi Ashtian foi condenada à morte por apedrejamento. Poucos dias atrás, uma outra mulher foi apedrejada no Afeganistão pela milícia talibã. Cheguei a escrever no meu twitter que esses ratos do deserto precisam ser exterminados.
No começo dos anos 80, o escritor, jornalista e professor de literatura Janer Cristaldo já escrevia artigos e emitia opinião de caráter público, em salas de aula, ou em eventos acadêmicos no Brasil e no exterior, sobre o tema do papel da mulher na sociedade islâmica, de maneira geral.
Contava Janer que em uma partida de futebol em um país que poderia ser o Kuait, a Arábia Saudita ou os Emirados Árabes Unidos, ou coisa parecida, o xeique local, mantinha um time, como todos os seus colegas da região o fazem hoje em dia.
Ocorre que a titular do harém passou a torcer para uma equipe adversária durante uma partida. O déspota então esbravejou: “Eu te renego”, ou coisa parecida. Na insistência da moça em manifestar sua opinião e de contrariá-lo, chegou a proferir a curta frase numa segunda ocasião. Pelas leis do islamismo, se o marido se manifestasse da mesma forma pela terceira vez, diante de testemunhas, estaria amparado legalmente para consolidar o divórcio sem qualquer tipo de indenização para a esposa.
No islamismo as mulheres caminham cinco metros atrás dos homens. Ainda continuamos na humilhação moral e psicológica por meio das quais poderíamos aceitar o dogma antropológico do cada macaco no seu galho, a partir dos estudos interculturais.
Parece pouco, diante das atrocidades que ocorrem todos os dias no mundo islâmico e que principalmente pelo advento da web, ganham o mundo e adquirem repercussão nos meios de comunicação de massa: jornais, rádio e televisão, onde as cenas de brutalidade muitas vezes obtidas por um telefone celular comprovam o barbarismo. Mas quando ouvimos falar da ablação, de mulheres executadas a pedradas, mulheres imoladas por maridos, pais ou irmãos, por crimes de honra e sangue, não existe antropologia que altere ou justifique o estado de selvageria extrema a mover tais sociedades. De quebra absoluta dos paradigmas civilizatórios.
Ah! podem rebater: “no Brasil batem nas mulheres e as matam por ciúme e dor de corno”. Não é a mesma coisa. Aqui ainda que atos semelhantes gerem repulsa a lei tipifica criminalmente qualquer iniciativa dessa natureza. Outra coisa é que a lei vale para os dois gêneros. Tanto um homem como uma mulher são iguais perante a lei de acordo com o comportamento que exibem em sociedade. A interpretação sim pode ocorrer por conta de uma subjetividade indesejável. No islamismo não é assim. As leis transformam a mulher em coisa alguma ou nada mesmo.
Pode bater, matar a pauladas, arrancar o clitóris de uma menina entre três e oito anos. Na sequência do sadismo, arrancar os grandeslábios e costurar a vagina para o marido tirar os pontos na noite de núpcias. A que ponto pode chegar a maldade humana. Que me perdoem. Eu nunca li o corão. Mas se de alguma forma essa cafajestagem toda está lá, queimem esse lixo. "Esse, Fernando é um intolerante, americanista", hão de pensar os incautos, os ingênuos e os crápulas da politicagem e da demagogia perversas. Não é bem assim. Sou 99.9% agnóstico, ou mais. Não dou bola para religião. Sou contra as intolerâncias e respeito as diferenças. Assim, execro da mesma forma os dogmas recorrentes na cristandade como sexo só depois do casamento, ou que só podemos afogar o ganso para procriar.
No mundo livre valem as normas de comportamento advindas da evolução civilizatória. Todos são iguais. A mulher trepa com quem quiser. Quem não gostar de guampa procure uma pessoa que defenda o mesmo paradigma e seja capaz de praticá-la. Caso persistam controvérsias devemos recorrer às leis do bom senso e às arbitragens com base na Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, aprovada na Assembleia Geral das Nações Unidas. Neste aspecto, o Brasil e outros países católicos que ainda não descriminalizaram o aborto porque os políticos temem perder o votos dos católicos, estão tão atrasados quanto os muçulmanos que apedrejam suas mulheres.
Para uma mulher arriscar a própria pele por uma bimbada, além de selvagens, esses maridos devem formar um bando de incompetentes. Sem falar no forte conteúdo nazista que se esconde atrás desse verdadeiro festival de atrocidades. De subjugação, eliminação daqueles que são considerados inferiores perante alguma lei anacrônica.Me admira o presidente brasileiro e seu chanceler, um homem culto, o Celso Amorim, fazendo papéis de otários e de ingênuos no panorama das relações externas.
domingo, 15 de agosto de 2010
Trilogia de palomas preenche vácuo na literatura dos pampas
Fernando Cibelli de Castro
O vácuo deixado pela obra de três ícones da literatura do Rio Grande do Sul: Dionélio Machado – Os Ratos –, Josué Guimarães – Camilo Mortágua , a Ferro e Fogo – entre outras dezenas de obras. A de Ciro Martins, com a trilogia do gaúcho a pé – Sem Rumo, Porteira fechada, As Coxilhas sem monarca – está devidamente preenchido pela Trilogia de Palomas, de Juremir Machado da Silva, em relançamento conjunto da Sulina com o Correio do Povo.
São estilos literários diferenciados, mas em comum conduzem à reflexão lúcida sobre o imaginário, a realidade e a virtualidade na sociologia gaúcha. É inexplicável os motivos que movem milhares de pessoas a marcharem a cavalo em 20 de setembro, muito bem vestidos segundo as tradições, para comemorar como vitória uma luta em que seus ídolos foram humilhados, degolados e os que sobreviveram retornaram a seus lares famélicos e esfarrapados. Muitos enrolados em trapos para cobrir as partes íntimas.
Por conta de simulacros historiográficos, alguns intelectuais, cidadãos a priori respeitáveis, diga-se de passagem, converteram em vitória a Revolução Farroupilha, uma fragorosa derrota política em que uns poucos coronéis do charque, isto sim, se beneficiaram por meio de “indenizações de guerra” recebidas do império.
Imaginem os colorados saindo às ruas e estourando foguetes na próxima quarta-feira, se o maior símbolo das vitórias do Rio Grande sucumbir numa inimaginável zebra para o Chivas de Guadalajara. Não haverá vagas nos leitos psiquiátricos do estado para tratar o volume incontável de dementes.
O vácuo deixado pela obra de três ícones da literatura do Rio Grande do Sul: Dionélio Machado – Os Ratos –, Josué Guimarães – Camilo Mortágua , a Ferro e Fogo – entre outras dezenas de obras. A de Ciro Martins, com a trilogia do gaúcho a pé – Sem Rumo, Porteira fechada, As Coxilhas sem monarca – está devidamente preenchido pela Trilogia de Palomas, de Juremir Machado da Silva, em relançamento conjunto da Sulina com o Correio do Povo.
São estilos literários diferenciados, mas em comum conduzem à reflexão lúcida sobre o imaginário, a realidade e a virtualidade na sociologia gaúcha. É inexplicável os motivos que movem milhares de pessoas a marcharem a cavalo em 20 de setembro, muito bem vestidos segundo as tradições, para comemorar como vitória uma luta em que seus ídolos foram humilhados, degolados e os que sobreviveram retornaram a seus lares famélicos e esfarrapados. Muitos enrolados em trapos para cobrir as partes íntimas.
Por conta de simulacros historiográficos, alguns intelectuais, cidadãos a priori respeitáveis, diga-se de passagem, converteram em vitória a Revolução Farroupilha, uma fragorosa derrota política em que uns poucos coronéis do charque, isto sim, se beneficiaram por meio de “indenizações de guerra” recebidas do império.
Imaginem os colorados saindo às ruas e estourando foguetes na próxima quarta-feira, se o maior símbolo das vitórias do Rio Grande sucumbir numa inimaginável zebra para o Chivas de Guadalajara. Não haverá vagas nos leitos psiquiátricos do estado para tratar o volume incontável de dementes.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A construção histórica da programação de rádios públicas brasileiras
Relatório resumido da pesquisa
Valci Regina Mousquer Zuculoto
Doutoranda do PPGCOM da PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Professora do Curso de Jornalismo da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
Orientadora: Prof. Dra. Doris Haussen
Palavras-chave: História do Rádio, Rádio Público, Rádio Estatal, Rádio Educativo
Recortes e corpus da pesquisa
A pesquisa propõe um resgate histórico da construção das programações de emissoras de rádio brasileiras não-comerciais estatais, educativas, culturais e universitárias. Emissoras que até o final dos anos 90 eram designadas como integrantes do sistema educativo de rádio. Hoje, na sua maioria, colocam-se como estações públicas.
Evidencia modelos referenciais e principais linhas que vêm orientando as programações destas rádios ao longo dos mais de 70 anos de história que já construíram na radiodifusão brasileira.
Nossa investigação está delimitada no período que se estende do advento do sistema educativo, em meados dos anos 30 do século passado, até a primeira década dos anos 2000. A Tese foi organizada e desenvolvida cronologicamente, ao estilo linha do tempo. Parte de uma periodização histórica específica deste grupo de rádios, por nós montada ainda durante o período de coleta de dados e informações, levantamento de registros, realização de entrevistas e revisão bibliográfica.
Valci Regina Mousquer Zuculoto
Doutoranda do PPGCOM da PUCRS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Professora do Curso de Jornalismo da UFSC - Universidade Federal de Santa Catarina
Orientadora: Prof. Dra. Doris Haussen
Palavras-chave: História do Rádio, Rádio Público, Rádio Estatal, Rádio Educativo
Recortes e corpus da pesquisa
A pesquisa propõe um resgate histórico da construção das programações de emissoras de rádio brasileiras não-comerciais estatais, educativas, culturais e universitárias. Emissoras que até o final dos anos 90 eram designadas como integrantes do sistema educativo de rádio. Hoje, na sua maioria, colocam-se como estações públicas.
Evidencia modelos referenciais e principais linhas que vêm orientando as programações destas rádios ao longo dos mais de 70 anos de história que já construíram na radiodifusão brasileira.
Nossa investigação está delimitada no período que se estende do advento do sistema educativo, em meados dos anos 30 do século passado, até a primeira década dos anos 2000. A Tese foi organizada e desenvolvida cronologicamente, ao estilo linha do tempo. Parte de uma periodização histórica específica deste grupo de rádios, por nós montada ainda durante o período de coleta de dados e informações, levantamento de registros, realização de entrevistas e revisão bibliográfica.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
A questão (ou distorção) da reportagem em matérias sensacionalistas
Fábio Rausch
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Resumo
Este trabalho revisa aspectos teóricos da notícia e da própria fundamentação do jornalismo enquanto campo de estudo. São utilizados conceitos primordiais do fazer jornalístico, como a pirâmide invertida e o texto objetivo, com base nas definições, muito especialmente, de Mário L. Erbolato, em Técnicas de codificação em jornalismo, e de Nelson Traquina, em dois volumes da obra Teorias do jornalismo. Tais fundamentos são de útil valia no exame aqui proposto, o de avaliar como a prática sensacionalista na imprensa pode distorcer as regras básicas do gênero reportagem.
Neste artigo, baseado em duas reportagens dos jornais Diário de Notícias e Última Hora, a respeito das investigações policiais em torno do Caso Kliemann, está-se a apontar, inclusive, a quebra do viés informativo em prol de angulações opinativas. Prática esta que é incoerente com a essência de uma reportagem, estrito senso. Portanto, busca-se problematizar a presença de elementos editoriais (opinativos) em textos de categoria informativa.
No momento, o pesquisador vem desenvolvendo experimentações teóricas, com o intuito de estruturar a sua dissertação de mestrado. Está-se a revisar a literatura sobre sensacionalismo e imprensa, a fim de melhor conceituar o campo de estudo e de traçar uma evolução das práticas sensacionalistas na história do jornalismo sul-rio-grandense.
Em 20 de junho de 1962, Margit Kliemann, esposa do então deputado estadual Euclides Nicolau Kliemann (PSD), foi encontrada morta na sala da sua residência, à Rua Barão do Santo Ângelo, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia da época, ela teria levado pancadas na cabeça, com atiçador de lareira, sendo o marido, Euclides, o principal suspeito do assassinato.
Palavras-chave
Teoria do Jornalismo; Sensacionalismo; Gêneros Jornalísticos; Reportagem; Caso Kliemann.
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Resumo
Este trabalho revisa aspectos teóricos da notícia e da própria fundamentação do jornalismo enquanto campo de estudo. São utilizados conceitos primordiais do fazer jornalístico, como a pirâmide invertida e o texto objetivo, com base nas definições, muito especialmente, de Mário L. Erbolato, em Técnicas de codificação em jornalismo, e de Nelson Traquina, em dois volumes da obra Teorias do jornalismo. Tais fundamentos são de útil valia no exame aqui proposto, o de avaliar como a prática sensacionalista na imprensa pode distorcer as regras básicas do gênero reportagem.
Neste artigo, baseado em duas reportagens dos jornais Diário de Notícias e Última Hora, a respeito das investigações policiais em torno do Caso Kliemann, está-se a apontar, inclusive, a quebra do viés informativo em prol de angulações opinativas. Prática esta que é incoerente com a essência de uma reportagem, estrito senso. Portanto, busca-se problematizar a presença de elementos editoriais (opinativos) em textos de categoria informativa.
No momento, o pesquisador vem desenvolvendo experimentações teóricas, com o intuito de estruturar a sua dissertação de mestrado. Está-se a revisar a literatura sobre sensacionalismo e imprensa, a fim de melhor conceituar o campo de estudo e de traçar uma evolução das práticas sensacionalistas na história do jornalismo sul-rio-grandense.
Em 20 de junho de 1962, Margit Kliemann, esposa do então deputado estadual Euclides Nicolau Kliemann (PSD), foi encontrada morta na sala da sua residência, à Rua Barão do Santo Ângelo, no Bairro Moinhos de Vento, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Segundo a polícia da época, ela teria levado pancadas na cabeça, com atiçador de lareira, sendo o marido, Euclides, o principal suspeito do assassinato.
Palavras-chave
Teoria do Jornalismo; Sensacionalismo; Gêneros Jornalísticos; Reportagem; Caso Kliemann.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Jornalismo e Literatura no Intercom: a sedução pelo texto
Eduardo Ritter – jornalista, mestrando em Comuniação pela PUCRS, bolsista parcial da Capes e integrante do GEPETEC.
“Será que o psicanalista que fica no divã, ouvindo a mulher que enfrenta uma crise no casamento, utiliza esse conhecimento no seu relacionamento, com a sua esposa? Portanto, acho que o jornalismo nunca atrapalhou nem atrapalhará a minha produção literária”. Essa frase de Felipe Pena, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), foi uma das tantas que encantaram o público que acompanhou a mesa redonda “Jornalistas ou Escritores?” durante o 32° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação realizado entre os dias 4 e 7 de setembro na Universidade Positivo (UP), em Curitiba. Aliás, para os participantes ficou a dúvida: o que foi mais encantador: as palestras, debates e discussões realizadas durante o evento ou a beleza do campus da UP? Confesso que me encantei com o lago, os cisnes, o belíssimo teatro, no entanto, ainda fico com o conteúdo...
Mas voltando à mesa sobre Jornalismo e Literatura, além da fala de Felipe Pena, os participantes também puderam beber um pouco mais da fonte do presidente da Intercom e professor da PUCRS, Antonio Hohlfeldt, e da professora da UFRJ Cristiane Costa, além do editor do jornal Rascunho, que atuou como mediador da mesa coordenada pela professora Elza Oliveira (UP). “A chance que o jornal tem de sobreviver é a volta da grande reportagem”, avaliou Hohlfeldt, explicando que quando o leitor quer uma informação rápida ele a encontra disponível na internet. No entanto, todos na mesa concordaram que mesmo para escrever uma nota de 15 linhas o jornalista precisa ter um texto excelente.
Rogério Pereira, por exemplo, recordou dos tempos em que foi editor do jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná: “A redação era formada basicamente por jovens e quando eu pedia para escreverem uma matéria sobre uma partida de futebol sem dizer de cara qual foi o placar, eles não conseguiam e não se conta de que o sujeito que vai ler o jornal já sabe quanto foi o jogo. Nesse caso o jornalista tem que fugir do lugar-comum”, salientou. Ouso acrescentar aqui, que além disso, o placar dos jogos sempre estão disponíveis nas tabelas e nos gráficos colocados nas páginas de esporte de todos os grandes jornais após cada rodada. “Hoje eu não consigo mais viver em uma redação de jornal diário”, disse Rogério, acrescentando que, apesar disso, aprendeu muito do que sabe sobre a prática jornalística na sua passagem pela Gazeta do Povo.
Já Cristiane Costa, autora de Pena de Aluguel, um livro referência para os estudiosos do tema Jornalismo e Literatura, destacou que o lide não precisa ser chato e mecânico, salientando a necessidade que o jornalista e o escritor têm de seduzir o leitor. Quando o debate foi se encaminhando para o tema “sedução”, Felipe Pena, que em março estará lançando o romance O marido perfeito mora ao lado, comparou o ato de escrever ao de sedução em um relacionamento. “O jornalista e o escritor devem seduzir o leitor a cada texto, a cada linha, da mesma forma que o homem também deveria seduzir a sua mulher todos os dias, principalmente após o casamento”. Após essa comparação, ele completou bem humorado: “Vai ver por isso eu sou solteiro e um escritor desconhecido...”.
E em meio a uma conversa um tanto informal, bem humorada, mas muito rica em conteúdo, foram debatidos outros temas relacionados a Jornalismo e Literatura, como a utilização do marketing literário, excelentes contextualizações históricas do surgimento e desenvolvimento da literatura, que sempre andou de mãos dadas com o jornalismo, entre tantos outros pontos.
Encerro o texto, fazendo a inversão do que aconteceu no debate, voltando à primeira a primeira fala de Felipe Pena na mesa: “Muitos escritores contemporâneos estão esquecendo do principal: a história. Ou seja, existe uma preocupação em escrever um texto bonito esteticamente, com sacadas ‘geniais’, mas sem história. Todo mundo pensa que é a reencarnação de James Joyce. Mas quem vai querer ler algo que não tem história? O mesmo vale para o jornalismo”. E em certos casos, vale também para certos textos acadêmicos incompreensíveis. Ou, recorrendo a Michel Maffesoli, para os “autistas intelectuais”.
“Será que o psicanalista que fica no divã, ouvindo a mulher que enfrenta uma crise no casamento, utiliza esse conhecimento no seu relacionamento, com a sua esposa? Portanto, acho que o jornalismo nunca atrapalhou nem atrapalhará a minha produção literária”. Essa frase de Felipe Pena, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), foi uma das tantas que encantaram o público que acompanhou a mesa redonda “Jornalistas ou Escritores?” durante o 32° Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação realizado entre os dias 4 e 7 de setembro na Universidade Positivo (UP), em Curitiba. Aliás, para os participantes ficou a dúvida: o que foi mais encantador: as palestras, debates e discussões realizadas durante o evento ou a beleza do campus da UP? Confesso que me encantei com o lago, os cisnes, o belíssimo teatro, no entanto, ainda fico com o conteúdo...
Mas voltando à mesa sobre Jornalismo e Literatura, além da fala de Felipe Pena, os participantes também puderam beber um pouco mais da fonte do presidente da Intercom e professor da PUCRS, Antonio Hohlfeldt, e da professora da UFRJ Cristiane Costa, além do editor do jornal Rascunho, que atuou como mediador da mesa coordenada pela professora Elza Oliveira (UP). “A chance que o jornal tem de sobreviver é a volta da grande reportagem”, avaliou Hohlfeldt, explicando que quando o leitor quer uma informação rápida ele a encontra disponível na internet. No entanto, todos na mesa concordaram que mesmo para escrever uma nota de 15 linhas o jornalista precisa ter um texto excelente.
Rogério Pereira, por exemplo, recordou dos tempos em que foi editor do jornal Gazeta do Povo, o maior do Paraná: “A redação era formada basicamente por jovens e quando eu pedia para escreverem uma matéria sobre uma partida de futebol sem dizer de cara qual foi o placar, eles não conseguiam e não se conta de que o sujeito que vai ler o jornal já sabe quanto foi o jogo. Nesse caso o jornalista tem que fugir do lugar-comum”, salientou. Ouso acrescentar aqui, que além disso, o placar dos jogos sempre estão disponíveis nas tabelas e nos gráficos colocados nas páginas de esporte de todos os grandes jornais após cada rodada. “Hoje eu não consigo mais viver em uma redação de jornal diário”, disse Rogério, acrescentando que, apesar disso, aprendeu muito do que sabe sobre a prática jornalística na sua passagem pela Gazeta do Povo.
Já Cristiane Costa, autora de Pena de Aluguel, um livro referência para os estudiosos do tema Jornalismo e Literatura, destacou que o lide não precisa ser chato e mecânico, salientando a necessidade que o jornalista e o escritor têm de seduzir o leitor. Quando o debate foi se encaminhando para o tema “sedução”, Felipe Pena, que em março estará lançando o romance O marido perfeito mora ao lado, comparou o ato de escrever ao de sedução em um relacionamento. “O jornalista e o escritor devem seduzir o leitor a cada texto, a cada linha, da mesma forma que o homem também deveria seduzir a sua mulher todos os dias, principalmente após o casamento”. Após essa comparação, ele completou bem humorado: “Vai ver por isso eu sou solteiro e um escritor desconhecido...”.
E em meio a uma conversa um tanto informal, bem humorada, mas muito rica em conteúdo, foram debatidos outros temas relacionados a Jornalismo e Literatura, como a utilização do marketing literário, excelentes contextualizações históricas do surgimento e desenvolvimento da literatura, que sempre andou de mãos dadas com o jornalismo, entre tantos outros pontos.
Encerro o texto, fazendo a inversão do que aconteceu no debate, voltando à primeira a primeira fala de Felipe Pena na mesa: “Muitos escritores contemporâneos estão esquecendo do principal: a história. Ou seja, existe uma preocupação em escrever um texto bonito esteticamente, com sacadas ‘geniais’, mas sem história. Todo mundo pensa que é a reencarnação de James Joyce. Mas quem vai querer ler algo que não tem história? O mesmo vale para o jornalismo”. E em certos casos, vale também para certos textos acadêmicos incompreensíveis. Ou, recorrendo a Michel Maffesoli, para os “autistas intelectuais”.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O QUE É Loglan?
por Alex Leith
O que diferencia a humanidade além de outros animais é a linguagem. Certamente muitas espécies se comunicam, e algumas fazem isso de uma forma bastante sofisticada como lobos e golfinhos. A diferença importante com a linguagem humana é que ela pode ser escrita, permitindo-nos comunicar através do tempo, bem como o espaço. Há uma teoria linguística - conhecida como a hipótese de Sapir-Whorf – define que a estrutura de uma linguagem humana estabelece limites para o pensamento daqueles que a falam, portanto, uma língua pode até mesmo colocar restrições ao desenvolvimento das culturas que a utilizam . Se esta hipótese estiver correta, uma linguagem que poderia levantar essas restrições, reduzindo-os a um mínimo, deveria, assim, para libertar as mentes de seus falantes de seus antigos laços linguísticos, e que deve ter um efeito profundo, tanto no pensamento individual e em o desenvolvimento das culturas humanas.
Loglan é uma linguagem projetada para testar essa hipótese. Ela foi originalmente desenvolvida na década de 1950, e uma versão inicial foi descrita na revista Scientific American de Junho de 1960. Desde então, Loglan tem continuado a se desenvolver e expandir. Um dos objetivos para o seu desenvolvimento foi livrar a gramática de ambiguidades, e esse objetivo foi alcançado. Outro objetivo foi de áudio-visual isomórfico (o que significa que o fluxo de linguagem Loglan rompe-se automaticamente em cadeias totalmente pontuadas de palavras, e este foi parcialmente atingido.
Existem em qualquer caso, ambiguidades em Loglan como "sorvete" versus "Eu grito": limites da palavra Loglan sempre são claras. Além disso, grande parte da gramática Loglan é baseada no cálculo de predicados da lógica matemática moderna. Não se preocupe, você não tem que ser um matemático para saber Loglan, mas provavelmente você vai apreciar a clareza de pensamento que encoraja a sua gramática.
O vocabulário do Loglan abrange atualmente mais de dez mil palavras, e existem algoritmos (procedimentos passo a passo) para a geração de novos, quer através da combinação de palavras já existentes Loglan, ou por meio de empréstimos palavras das línguas naturais, nomeadamente do Comité Científico Internacional do Vocabulário. O vocabulário básico Loglan é formado por pouco mais do que mil palavras para conceitos comuns e foi escolhido para ser, tanto quanto possível culturalmente neutro, e ser tão facilmente revogável quão possível pelos oradores dos oito línguas naturais mais faladas: Inglês, chinês, hindu, russo, espanhol, francês, japonês e alemão.
A Libertação de Loglan das ambiguidades sintáticas a torna ideal para três usos computacionais:
1. o armazenamento e recuperação de informação internacionais;
2. tradução automática entre línguas naturais e
3. A próxima geração de computadores são propensas a usar linguagens como Loglan que permitirá que os computadores. Com isso, as máquinas entenderão o que seus usuários estão fazendo ou dizendo.
Sua clareza e ausência de preconceito cultural são apenas o que é necessário para consolidar a cooperação internacional. Isso deixa cada um de nós com uma língua materna que usaríamos para piadas, poesia e fazer amor. Um bônus adicional é que as nossas línguas maternas poderiam ser muito mais com base local: não só o inglês, mas o Liverpool Scouse, não apenas o alemão, mas o Hamburger Platt, e não apenas francês, mas o Occitan. Para manter a diversidade linguística e cultural, que consagre as línguas minoritárias e regionais poderiam ser tão importante, a longo prazo como a manutenção da diversidade da vida.
Uma coisa é certa: juntamente com todos esses papéis dignos e importantes que Loglan poderia desempenhar, é também um delicioso brinquedo lingüístico, uma lente com a qual a analisar o mundo estranho, mas inesperadamente rica que a sua utilização revela. A grande revolução morfológica ocorreu pouco antes da publicação da quarta edição do Loglan 1 (ver abaixo) em 1989.
Agora, porém, a estrutura da linguagem e dos procedimentos de empréstimos e combinando palavras são estáveis. Nenhuma outra alteração nessas áreas são esperadas. Isso não quer dizer que a linguagem não vai continuar a desenvolver: uma língua evidentemente, não está morta. Assim a gramática Loglan continuará a expandir-se, permitindo ao loglanistas falar e escrever cada vez mais de forma precisa e eficaz, e seu vocabulário também irá crescer indefinidamente, com novos conceitos, termos específicos, ou distinções que faremos ao longo do tempo dentro de suas antigas narrativas. Além de ser uma ferramenta de tradução, esperamos que Loglan venha a ser cada vez mais utilizado para a produção de obras originais: histórias, peças, ensaios, até mesmo um romance em andamento. Enquanto isso, aguardamos que os cientistas da computação forneçam um meio para que o entendedor Loglan possa construir sua própria representação do mundo, e assim se tornar o nosso interlocutor do silício, nos ajudando a educar, e assim ajudá-la a educar-nos. Objetivos distantes como vimos no último par de décadas, têm o hábito de aparecer em nossa porta, gritando, "Deixe-me entrar, eu estou aqui, eu estou pronto". Se esses objetivos e perspectivas de excitar e inspirar-lhe, aqui está o Instituto Loglan foi construído para lhe oferecer: um kit de ferramentas para facilitar o seu aprendizado e sua utilização sempre mais ampla do idioma.
*As oito línguas mais faladas quando Loglan foi criado, em 1959.
Mais informações sobre linguagem Loglan
Teoria dos conjuntos é a teoria matemática que trata das propriedades dos conjuntos. Ela tem sua origem nos trabalhos do matemático russo Georg Cantor (1845?1918), e se baseia na idéia de definir conjunto porquê uma noção primitiva. Também chamada de teoria ingênua ou intuitiva devido à invenção de várias antinomias (ou paradoxos) relacionadas à definição de conjunto. Estas antinomias na teoria dos conjuntos conduziram a matemática a axiomatizar as teorias matemáticas, com influências profundas acerca a lógica e os fundamentos da matemática. Foi a partir desta teoria que se chegou ao noção de número transfinito, incluindo as classes numéricas dos cardinais e ordinais, estabelecendo a diferença entre estes dois conceitos que colocam novos problemas quando se referem a conjuntos infinitos. Os conceitos matemáticos inovadores propostos por Cantor enfrentaram uma resistência significativa por troço da comunidade matemática da estação. Os matemáticos modernos, por seu lado, aceitam plenamente o trabalho desenvolvido por Cantor na sua Teoria dos conjuntos, reconhecendo-a porquê uma mudança de paradigma da maior relevância.http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Cantor
Breves comentários acerca o surgimento da Lógica Simbólica e Teoria dos Conjuntos
Alguns historiadores creditam a Leibniz (1646-1716) a geração da Lógica Simbólica em 1680. Todavia, há controvérsias acerca a questão. Parece que antes de 1903, não foi publicado zero acerca o pensamento de Leibniz a saudação da Lógica Simbólica. Há hipóteses de que Lambert (1728-1777) e Boole (1815-1864) tenham sido direta ou indiretamente influenciados por Leibniz. O filósofo teutónico tinha porquê meta edificar uma linguagem universal (esta já havia surgido com Descartes (1596-1650) com o nome de Matemática Universal). A procura de uma linguagem universal, que substituísse o latim, foi uma tarefa empreendida por muitas pessoas no século XIX. Peano, por exemplo, trabalhou muito com a Interlíngua, motivado provavelmente por Leibniz. Esta meta foi perseguida também por Frege (1848-1925), no século XX, que repercutiu nas linguagens Loglan e na linguagem de computadores Prolog. Além da procura da linguagem universal, Leibniz propôs um Calculus ratiocinator, ou seja, um conta para raciocinar. Para isto, é evidente, era necessário o estabelecimento de um simbolismo propício, O operação simbólico de Leibniz foi motivado pelo indumento de que muitos conceitos eram compostos, eles eram coleções ou conjunções de outros conceitos mais simples. A simbologia de Leibniz incluía letras, linhas e círculos, que eram usados para simbolizar conceitos e suas relações. E por este motivo que sua lógica é chamada premeditado, e não extensional, já que seus termos representam propriedades ou conceitos em lugar de objetos que têm estas propriedades, O que Leibniz simbolizava por A B, podemos ortografar em notação moderna porquê A = B, isso significava que todos os conceitos compondo o concepção A também estavam no noção B e vice-versa. Outro exemplo que pode ser citado é a sua notação A B C, para indicar que o noção em A e aquele em B constituem totalmente o noção em C. Isto pode ser escrito, com a notação atual, da seguinte forma: A + B = C ou A B.
O que diferencia a humanidade além de outros animais é a linguagem. Certamente muitas espécies se comunicam, e algumas fazem isso de uma forma bastante sofisticada como lobos e golfinhos. A diferença importante com a linguagem humana é que ela pode ser escrita, permitindo-nos comunicar através do tempo, bem como o espaço. Há uma teoria linguística - conhecida como a hipótese de Sapir-Whorf – define que a estrutura de uma linguagem humana estabelece limites para o pensamento daqueles que a falam, portanto, uma língua pode até mesmo colocar restrições ao desenvolvimento das culturas que a utilizam . Se esta hipótese estiver correta, uma linguagem que poderia levantar essas restrições, reduzindo-os a um mínimo, deveria, assim, para libertar as mentes de seus falantes de seus antigos laços linguísticos, e que deve ter um efeito profundo, tanto no pensamento individual e em o desenvolvimento das culturas humanas.
Loglan é uma linguagem projetada para testar essa hipótese. Ela foi originalmente desenvolvida na década de 1950, e uma versão inicial foi descrita na revista Scientific American de Junho de 1960. Desde então, Loglan tem continuado a se desenvolver e expandir. Um dos objetivos para o seu desenvolvimento foi livrar a gramática de ambiguidades, e esse objetivo foi alcançado. Outro objetivo foi de áudio-visual isomórfico (o que significa que o fluxo de linguagem Loglan rompe-se automaticamente em cadeias totalmente pontuadas de palavras, e este foi parcialmente atingido.
Existem em qualquer caso, ambiguidades em Loglan como "sorvete" versus "Eu grito": limites da palavra Loglan sempre são claras. Além disso, grande parte da gramática Loglan é baseada no cálculo de predicados da lógica matemática moderna. Não se preocupe, você não tem que ser um matemático para saber Loglan, mas provavelmente você vai apreciar a clareza de pensamento que encoraja a sua gramática.
O vocabulário do Loglan abrange atualmente mais de dez mil palavras, e existem algoritmos (procedimentos passo a passo) para a geração de novos, quer através da combinação de palavras já existentes Loglan, ou por meio de empréstimos palavras das línguas naturais, nomeadamente do Comité Científico Internacional do Vocabulário. O vocabulário básico Loglan é formado por pouco mais do que mil palavras para conceitos comuns e foi escolhido para ser, tanto quanto possível culturalmente neutro, e ser tão facilmente revogável quão possível pelos oradores dos oito línguas naturais mais faladas: Inglês, chinês, hindu, russo, espanhol, francês, japonês e alemão.
A Libertação de Loglan das ambiguidades sintáticas a torna ideal para três usos computacionais:
1. o armazenamento e recuperação de informação internacionais;
2. tradução automática entre línguas naturais e
3. A próxima geração de computadores são propensas a usar linguagens como Loglan que permitirá que os computadores. Com isso, as máquinas entenderão o que seus usuários estão fazendo ou dizendo.
Sua clareza e ausência de preconceito cultural são apenas o que é necessário para consolidar a cooperação internacional. Isso deixa cada um de nós com uma língua materna que usaríamos para piadas, poesia e fazer amor. Um bônus adicional é que as nossas línguas maternas poderiam ser muito mais com base local: não só o inglês, mas o Liverpool Scouse, não apenas o alemão, mas o Hamburger Platt, e não apenas francês, mas o Occitan. Para manter a diversidade linguística e cultural, que consagre as línguas minoritárias e regionais poderiam ser tão importante, a longo prazo como a manutenção da diversidade da vida.
Uma coisa é certa: juntamente com todos esses papéis dignos e importantes que Loglan poderia desempenhar, é também um delicioso brinquedo lingüístico, uma lente com a qual a analisar o mundo estranho, mas inesperadamente rica que a sua utilização revela. A grande revolução morfológica ocorreu pouco antes da publicação da quarta edição do Loglan 1 (ver abaixo) em 1989.
Agora, porém, a estrutura da linguagem e dos procedimentos de empréstimos e combinando palavras são estáveis. Nenhuma outra alteração nessas áreas são esperadas. Isso não quer dizer que a linguagem não vai continuar a desenvolver: uma língua evidentemente, não está morta. Assim a gramática Loglan continuará a expandir-se, permitindo ao loglanistas falar e escrever cada vez mais de forma precisa e eficaz, e seu vocabulário também irá crescer indefinidamente, com novos conceitos, termos específicos, ou distinções que faremos ao longo do tempo dentro de suas antigas narrativas. Além de ser uma ferramenta de tradução, esperamos que Loglan venha a ser cada vez mais utilizado para a produção de obras originais: histórias, peças, ensaios, até mesmo um romance em andamento. Enquanto isso, aguardamos que os cientistas da computação forneçam um meio para que o entendedor Loglan possa construir sua própria representação do mundo, e assim se tornar o nosso interlocutor do silício, nos ajudando a educar, e assim ajudá-la a educar-nos. Objetivos distantes como vimos no último par de décadas, têm o hábito de aparecer em nossa porta, gritando, "Deixe-me entrar, eu estou aqui, eu estou pronto". Se esses objetivos e perspectivas de excitar e inspirar-lhe, aqui está o Instituto Loglan foi construído para lhe oferecer: um kit de ferramentas para facilitar o seu aprendizado e sua utilização sempre mais ampla do idioma.
*As oito línguas mais faladas quando Loglan foi criado, em 1959.
Mais informações sobre linguagem Loglan
Teoria dos conjuntos é a teoria matemática que trata das propriedades dos conjuntos. Ela tem sua origem nos trabalhos do matemático russo Georg Cantor (1845?1918), e se baseia na idéia de definir conjunto porquê uma noção primitiva. Também chamada de teoria ingênua ou intuitiva devido à invenção de várias antinomias (ou paradoxos) relacionadas à definição de conjunto. Estas antinomias na teoria dos conjuntos conduziram a matemática a axiomatizar as teorias matemáticas, com influências profundas acerca a lógica e os fundamentos da matemática. Foi a partir desta teoria que se chegou ao noção de número transfinito, incluindo as classes numéricas dos cardinais e ordinais, estabelecendo a diferença entre estes dois conceitos que colocam novos problemas quando se referem a conjuntos infinitos. Os conceitos matemáticos inovadores propostos por Cantor enfrentaram uma resistência significativa por troço da comunidade matemática da estação. Os matemáticos modernos, por seu lado, aceitam plenamente o trabalho desenvolvido por Cantor na sua Teoria dos conjuntos, reconhecendo-a porquê uma mudança de paradigma da maior relevância.http://pt.wikipedia.org/wiki/Georg_Cantor
Breves comentários acerca o surgimento da Lógica Simbólica e Teoria dos Conjuntos
Alguns historiadores creditam a Leibniz (1646-1716) a geração da Lógica Simbólica em 1680. Todavia, há controvérsias acerca a questão. Parece que antes de 1903, não foi publicado zero acerca o pensamento de Leibniz a saudação da Lógica Simbólica. Há hipóteses de que Lambert (1728-1777) e Boole (1815-1864) tenham sido direta ou indiretamente influenciados por Leibniz. O filósofo teutónico tinha porquê meta edificar uma linguagem universal (esta já havia surgido com Descartes (1596-1650) com o nome de Matemática Universal). A procura de uma linguagem universal, que substituísse o latim, foi uma tarefa empreendida por muitas pessoas no século XIX. Peano, por exemplo, trabalhou muito com a Interlíngua, motivado provavelmente por Leibniz. Esta meta foi perseguida também por Frege (1848-1925), no século XX, que repercutiu nas linguagens Loglan e na linguagem de computadores Prolog. Além da procura da linguagem universal, Leibniz propôs um Calculus ratiocinator, ou seja, um conta para raciocinar. Para isto, é evidente, era necessário o estabelecimento de um simbolismo propício, O operação simbólico de Leibniz foi motivado pelo indumento de que muitos conceitos eram compostos, eles eram coleções ou conjunções de outros conceitos mais simples. A simbologia de Leibniz incluía letras, linhas e círculos, que eram usados para simbolizar conceitos e suas relações. E por este motivo que sua lógica é chamada premeditado, e não extensional, já que seus termos representam propriedades ou conceitos em lugar de objetos que têm estas propriedades, O que Leibniz simbolizava por A B, podemos ortografar em notação moderna porquê A = B, isso significava que todos os conceitos compondo o concepção A também estavam no noção B e vice-versa. Outro exemplo que pode ser citado é a sua notação A B C, para indicar que o noção em A e aquele em B constituem totalmente o noção em C. Isto pode ser escrito, com a notação atual, da seguinte forma: A + B = C ou A B.
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