quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Cronograma de reuniões do GEPETEC para o segundo semestre de 2009

24/08 – 17 h - definição do calendário de atividades; 03/09 – 17h – reunião para discutir situação dos trabalhos que serão apresentados no X Seminário Internacional de Comunicação, marcado para ocorrer de 3 a 5 de novembro, em Porto Alegre;21/09 –17h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses;02/10 – 16h – Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses;19/10 – 17h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses; 06/11 – 16h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses; 16/11 – 17h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses; 11/12 – 16h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses; 21/12 – 17h - Apresentação do andamento de trabalhos de pesquisa de dissertação e teses/escolha do(a) novo(a) coordenador(a).

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pierre Lévy profere aula inaugural na PUC em Porto Alegre

Foto: Fernando Cibelli de Castro

Um dos mais influentes pensadores da cibercultura,Pierre Lévy, proferiu a aula inaugural do segundo semestre de 2009 do Programa de Pós-graduação em Comunicação da PUC-RS, nesta segunda-feira, 24 de agosto. Siga aqui algumas contrbuições de integrantes do GEPETEC sobre o que Lévy anda dizendo sobre o espaço cibernético e as inteligências coletivas. Fernando Cibelli de Castro


"Quando eu escrevi em 1994 sobre o que seria web me chamaram de louco. Estamos na pré-história da inteligência coletiva. Nada aconteceu ainda”.
“Há uma inteligência coletiva das formigas e das abelhas, mas uma formiga ou uma abelha sozinha não é nada. No entanto, um formigueiro ou uma colmeia conseguem resolver problemas complexos. O que é inteligente no cérebro não é um neurônio, mas o conjunto dessas células interconectado em plena atividade”.
“A evolução cultural nos leva à evolução da técnica. A humanidade é cada vez mais capaz de produzir tecnologia na medida em que evolui. Para tanto temos de entender a evolução da cultura humana, das mídias. A comunicação ocorre por meio de símbolos, palavras escritas, linguagens diversas, notas musicais. O motor principal da evolução é a capacidade de manipular signos”.
“Todos os documentos da internet formam o banco de dados único do espaço cibernético”.
“A internet como espaço público tem apenas 15 anos. Nas novas gerações ela vai produzir novas instituições políticas, econômicas e novos sistemas de linguagem. O gargalo da mídia tradicional não existe mais que era a velha forma de relação entre emissor e receptor. Todo mundo pode emitir, receber, criticar, ser autor ou escritor, veicular imagens e músicas. Todos são bibliotecários de seus bancos de dados”.
“Não se pode entrar na rede sem compreender que ela é capaz de gerar uma nova moda a cada 15 dias”.
“Apesar de tudo há uma limitação para a inteligência coletiva. Eu falo, leio e escrevo em francês. Comunico também em inglês. Não falo português, mas entendo um pouco o que ouço e um pouco mais o que leio. Mas não entendo nada de chinês que é uma língua que representa mais de um bilhão de pessoas. Eu acesso a internet todos os dias e cada vez tem mais blog escrito na China. As linguagens não foram desenvolvidas para serem processadas automaticamente”.
“Na web semântica, as linguagens serão processadas automaticamente e compreendidas por qualquer pessoa independentemente da língua que fala. Essa será a evolução a partir de 2015”.

Pierre Lévy por Eduardo Ritter

- Em relação a publicação de seu livro “A inteligência coletiva”, em 1994, ele considera que hoje a inteligência coletiva é mais compreendida, no entanto, ainda estamos na pré-histórica dessa idéia.

- Após apresentar algumas das evoluções tecnológicas que marcaram a evolução da história humana (cultura oral, escrita, alfabeto, meios e ciberespaço) ele salientou um aspecto importante para ser pensado até nas relações de poder entre os países: quanto mais poderoso for esse país tecnologicamente, mais poderosa será a sua sociedade.
- Em escala digital, ainda não digerimos essa evolução, principalmente se pensarmos na idéia de manipulação simbólica. Para Levy, nas próximas gerações, devido a continuidade dessa evolução, inventaremos novas instituições políticas, econômicas e lingüísticas para explorar essas novas possibilidades.
- Por fim, outro ponto importante é que quanto mais condições de desenvolvimento dada para os indivíduos, como educação, condições de saúde, etc, mais capacidade haverá para o desenvolvimento coletivo e reflexivo.
Saindo da fala do Levy, pensando em termos de Brasil, esse último item mostra que estamos há anos-luz de outros países...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O cinema industrial no Rio Grande do Sul: filmes de longa-metragem entre 1997 e 2007

RESUMO


Por Mariângela Machado


A dissertação O cinema industrial no Rio Grande do Sul: filmes de longa-metragem entre 1997 e 2007 busca compreender a realidade da produção cinematográfica da região a partir desta safra de filmes, voltados ao circuito comercial. O estudo pretende analisar a posição ocupada pela cinematografia do Estado no cenário nacional, marcado por dificuldades de financiamento e de desempenho no mercado exibidor, localizado no contexto mundial das grandes transformações decorrentes da sociedade da informação e do processo de globalização. E, finalmente, averiguar as condições para a sedimentação de uma indústria audiovisual no Estado: as principais barreiras e os possíveis avanços nesta direção.

Palavras-chave: cinema nacional; cinema hegemônico; indústria audiovisual; Rio Grande do Sul.

A estrutura linguageira utilizada nas placas de obras da Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Será que o povo entende ?


Prof. Sérgio Trein - Doutorando PPGCOM PUCRS, Professor na UNISINOS




As administrações públicas municipais, estaduais e federais, em geral, costumam adotar nomes técnicos para os seus programas sociais. É até natural que estes programas, para serem aprovados e executados, precisem de um projeto de viabilidade técnica, pois passam pelo aval de profissionais especializados. Porém, na grande maioria das vezes, estes nomes acabam sendo publicizados, como uma maneira de informar uma população que não tem domínio deste vocabulário e nem utilizam tais expressões no seu dia-a-dia. O objetivo desta pesquisa, portanto, é o de tentar compreender como é o processo de produção das mensagens nas placas de obras da Prefeitura Municipal de Porto Alegre; estudar, também, os possíveis modos de interpretação destas mensagens; e, por fim, verificar se a população porto-alegrense compreende estas mensagens. Afinal de contas, a compreensão destas mensagens incide diretamente na formação de imagem da gestão municipal e na avaliação se a prefeitura está ou não cumprindo o seu papel no contrato social.

domingo, 28 de junho de 2009

"Todas as notícias do rádio informativo são retóricas”

Foto: Fernando Cibelli de Castro


Klöckner em entrevista ao GEPETEC

Por Fábio Rausch – Jornalista, mestrando em Comunicação Social pela Famecos-PUCRS e membro do GEPETEC

Confiante no caráter retórico das notícias veiculadas nas rádios que classifica como informativas, o jornalista e professor da Faculdade de Comunicação Social da PUCRS, Luciano Klöckner, acredita que, inclusive, na previsão do tempo existem aspectos de convencimento. “Só o fato de informar se vai chover ou fazer sol já implica alterar a rotina do cidadão, pois ele acaba escolhendo outras roupas para vestir, por exemplo”. Na palestra promovida pelo GEPETEC, no último dia 8 de junho, na Famecos, o professor também comentou sobre as metodologias utilizadas no seu trabalho de pós-doutorado, que está em vias de concluir. Klöckner aproveitou, ainda, para estimular profissionais de veículos de comunicação a se interessarem pela pesquisa acadêmica. Citou como exemplo o olhar mais crítico que formulou com relação ao programa radiofônico “O Repórter Esso”, que o motivou a lançar o livro “O Repórter Esso – A síntese radiofônica mundial que fez história”, pela editora AGE, em 2008. Depois da sua palestra, ele concedeu esta entrevista:

Fábio Rausch – Qual é a importância de se fazer um curso de pós-graduação, no caso daqueles jornalistas que trabalham em veículos de comunicação?

Luciano Klöckner – Os profissionais de veículos demonstram muito interesse em se aprofundar em questões de pesquisa. Foi, casualmente, o que eu imaginei para mim. Trabalhei em várias emissoras de rádio: a Difusora (hoje é a Bandeirantes), a Gaúcha, a Guaíba (pouco tempo). Depois de acumular essa experiência, passou a me interessar a questão do aprofundamento da pesquisa. Primeiramente, trabalhei com o “Repórter Esso”, um dos meus objetos de pesquisa, que, depois, se transformou num grande objeto. Agora estou fazendo pós-doutorado e comparando duas rádios informativas. É uma questão que me interessa bastante. Estou analisando a presença da retórica nas notícias divulgadas. No “Repórter Esso”, analisei a questão da ideologia, da globalização, como esta notícia era praticada no Brasil. Ela começou nos Estados Unidos, com o formato atual do lead. É a notícia com sujeito, verbo e complemento. Hoje, eu procuro estudar, um pouco mais, o conteúdo, ou seja, se essa notícia, de alguma maneira, exerce todo o potencial retórico, que é, justamente, a questão da persuasão e do convencimento. Desse modo, tento alcançar avanços em relação aos estudos já realizados com o “Repórter Esso”.

Rausch – Dos resultados que você alcançou, quais podem contribuir para quem estuda, especificamente, o rádio, tanto na graduação quanto na pós-graduação?

Klöckner – No caso do “Repórter Esso”, lancei um livro de reinterpretações, cujo trabalho foi facilitado pela metodologia da hermenêutica de profundidade, que indica as formas de se reinterpretar um objeto. Neste caso, havia a idéia inicial baseada no fato de todo mundo achar o “Repórter Esso” o máximo. Esse noticiário nunca foi questionado. Eu também sempre me baseava naquele ícone do programa. Por isso, fiz uma reinterpretação das notícias veiculadas na época, tendo comparações teóricas e metodológicas. No caso de agora, da retórica propriamente dita, estou utilizando um quadro metodológico criado por mim, para aplicar nessas notícias e tentar ver quais apresentam a retórica. Tenho notado que, no caso das rádios informativas, que são referência para a informação, o entretenimento é eventual. A CBN não toca música, mas a TSF, de Portugal, sim. As duas fazem esporte. Ou seja, acabam realizando entretenimento. Não é notícia pura, se levarmos em conta a forma definida e convencionada pelo Juarez Bahia e pelo Nelson Traquina. Então, dentro do rádio informativo, vejo que todas as espécies de notícias dos programas são retóricas. Elas procuram convencer de alguma maneira. Essas são as primeiras conclusões do trabalho em andamento, que já está em fase de redação final.

Rausch – Você destacou, ao longo da sua palestra, que, às vezes, uma questão banal como a previsão do tempo já apresenta, mesmo que implicitamente, algum fator retórico de persuasão e convencimento. Como se dá a percepção dessas minúcias, que, muitas vezes, na publicidade, são classificadas de acordo com critérios de linguagem subliminar?

Klöckner – É justamente isso. O professor Eduardo Meditsch me ajudou muito nesse trabalho, porque, inclusive, me serviu como base a pesquisa que ele realizou em Portugal, anos atrás, usando, também, a TSF. No meu caso, foi uma pura coincidência, porque eu quase optei por outra emissora de rádio. Mas essa questão do conteúdo, muitas vezes, é como tu disseste. Às vezes, a gente não percebe mesmo. No quadro metodológico, existem níveis, com escalas. Neste caso, preferi utilizar um conceito, um grau de medição. Eu mesmo criei este método, que faz a medição do conteúdo retórico da seguinte forma: fraco; nem fraco nem forte; e muito forte. Nos primeiros testes, a metodologia funcionou bem. No futuro, talvez, poderão ser necessárias algumas adaptações nas escalas que eu determinei e nos estudos, porque a retórica não é estudada em um ano ou dois. Pelo contrário, faz-se necessário estudá-la bastante, para conseguir uma boa compreensão.

Rausch – Qual é o mérito das diferenças entre a rádio que você considerou como sendo essencialmente informativa e as de talking news?

Klöckner – A rádio talking news é a que apresenta muitas notícias e entrevistas. Se tu fores comparar a Rádio Gaúcha com a CBN, no perfil de emissoras como a última, tu vais notar blocos muito definidos: a cada 15 minutos ou a cada meia hora, a programação se repete, em rodízio informações. Há situação do trânsito, previsão do tempo, pequena entrevista, o repórter dando uma informação. Então, essa programação acontece em fluxo contínuo. Dessa forma, o ouvinte pensa: “Que sorte! Peguei a previsão do tempo justamente quando eu queria”. Mas não é coincidência. Faz parte da programação essa linha repetitiva. Em alguns horários, o rodízio informativo chega a ser ainda mais rápido. Sabendo desses detalhes, as rádios de referência informativa fazem trabalhos assim com muita freqüência.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Érico Verissimo e Jornalismo: a hipótese da Espiral do Silêncio em Incidente em Antares

Por Eduardo Ritter-integrante do GEPETEC

Resumo: Este estudo trabalha em três perspectivas: a utilização de personagens-jornalistas nos romances de Erico Verissimo, a significativa atuação desse escritor no jornalismo e a hipótese da Espiral do Silêncio na obra Incidente em Antares. Acreditamos que esses três itens estão interligados. Como escritor, Erico Verissimo utiliza 24 personagens-jornalistas em seus 13 romances. O resultado disso é a forma como ele exemplifica a influência da mídia na sociedade, que fica clara em Incidente em Antares, obra que conta com muitas características mencionadas na hipótese da Espiral do Silêncio.
Palavras-chave: Jornalismo, Literatura, História, Comunicação, Espiral do Silêncio

Para ler na íntegra clique aqui

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Jornal A Federação, o difusor da propaganda republicana gaúcha

Fábio Rausch
Antonio Hohlfeldt
Resumo
Na próxima sexta-feira, 26 de junho, o integrante do GEPETEC, Fabio Rausch apresenta este trabalho na reunião do grupo marcada para as 19h, na sala 316 do PPGCOM da PUC-RS (Faculdade dos Meios de Comunicação Social). Abaixo o resumo com link para o texto completo.


Este trabalho consiste em um estudo acerca da propaganda política praticada na imprensa do Partido Republicano Rio-Grandense, através do jornal A Federação. A prática publicística remonta às primeiras experiências desenvolvidas pelo jornalismo inglês e o francês, no século XVIII, em que personalidades sociais lançam mão de jornais ou revistas, para difundir programas ideológicos de interesse, primeiro, de grupos partidários, depois, de partidos constituídos, de modo a influenciar a opinião pública, ou até conquistar o próprio poder vigente. O publicista Júlio de Castilhos vai denunciar os “sofismas liberais”, então apregoados pelos partidos do Império de D. Pedro II, visando instalar a república.

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